domingo, 22 de maio de 2011

Media, Modos e Aprendizagem


Os media permitem de várias formas para o sucesso da aprendizagem online. Consoante a preferência e necessidade de cada aluno, os media dão resposta a interação entre o aluno-aluno ou aluno-professor. Essa interação é feita dos seguintes modos:

  • Princípio Multimédia, que na perspetiva de Mayer (2001, p.184) sugere sete princípios multimédia: o Princípio Multimédia, onde os alunos aprendem melhor a partir de palavras com gráficos ou imagens do que de palavras isoladas; Princípio de continuidade espacial, onde a melhor aprendizagem incide em palavras e imagens apresentadas lado a lado na página ou ecrã; Princípio da contiguidade temporal, onde as palavras e imagens apresentam-se em simultâneo; Princípio da coerência, que facilita a aprendizagem, excluindo as palavras, imagens ou sons estranhos; Princípio da modalidade, que utiliza o método de animação e narração sonora na aprendizagem; Princípio da redundância, que permite as pessoas com alguma incapacidade aperfeiçoar a sua aprendizagem através de animação e narração; Princípio das diferenças individuais, através do desenho, favorece os alunos com baixo conhecimento e elevada capacidade espacial.
  •  Media e Modos de Aprendizagem, media comportam-se como canais que passam a mensagem, diferindo nas respostas que invocam (ex. monitor do pc, retropojetor, ecrã de tv). Apesar das várias formas, conseguem em tempo útil fazer chegar aos alunos e tutores o conteúdo e os seus pares (Moore, 1989) e consequentemente a redução da distância transaccional.
  • Caraterísticas de Ferramentas Específicas, inclui impressão e texto, vídeo e gráficos, áudio, dispositivos móveis como PDAs e smartphones e Internet, sob a intenção de resumir algumas das caraterísticas técnicas e pedagógicas de cada uma, no contexto da sua potencial utilidade como ferramentas para o ensino e aprendizagem.
  • Impressão e Texto, apresenta como pontos fortes o custo; flexibilidade e robustez; portabilidade e facilidade de produção; estabilidade; conveniência, familiaridade e economia. Mas como tudo, a impressão também tem os seus pontos fracos, no que diz respeito a ser estática; não interativa, conduzindo a passividade e aprendizagem mecânica; a revisão de materiais impressos são mais caros e lentos do que as revisões em bases de dados; e por fim o facto de a impressão ser vista por alguns como uma relação ligeiramente pobre de outros media de instrução (Pittman, 1987).
  • Gráficos e Vídeo, aumenta a motivação dos utilizadores, a uma procura de auxílio e um desenvolvimento do pensamento de ordem superior e formação do conceito (SATTLER, 1990; Szabo, 1998). Segundo Dwyer (Szabo, 1998), existem uma serie de princípios gerais dos gráficos (a cor, a adição de detalhes, a posição do ecrã, fundos de cores e de textura, tamanho da fonte e respetiva mudança) que permitem uma melhor aprendizagem.  
  • A Utilização da Videoconferência permite aos alunos uma aprendizagem de qualidade, acrescendo uma sensação de envolvimento direto e presença física entre os alunos geograficamente dispersos, dando assim oportunidade de aprendizagem interativa, reduzindo o tempo de viagem.
  • Utilizando a teleconferência promove-se a motivação entre os utilizadores, permitindo a partilha de recursos visuais. Torna a aprendizagem colaborativa mais atrativa e praticável, ajudando assim o ensino de conceitos abstratos e demorados.
  • Áudio: IPODs, Leitores de MP3 e VoIP, desenvolvem relações versus troca de informação, tornando-se importantes em contexto pedagógico.
                                                        Lígia Cardoso

Os Media na Formação à Distância


O tema abordado será a relação dos media com a aprendizagem, onde se remete a preocupação do impacto do media sobre a percepção de isolamento dos alunos e o papel do ensino quanto às necessidades individuais de aprendizagem.

Sendo a coordenação, cooperação e co-construção as principais funções dos meios de comunicação, segundo Santoro, Borges e Santos (2004), a um reforço na importância de ambos os objetivos do grupo, assim como as prioridades individuais. Estes autores definem indiretamente este tipo de grupos como sendo uma comunidade de aprendizagem.

É importante compreender que apesar da distância, do lugar e/ou altura, (Cannell, 1999) a comunidade torna-se um processo, permitindo uma interação social “estruturada e sistemática”, originando uma aprendizagem de qualidade através de meios de comunicação, media (Fulford & Zhang, 1993; Ragan, 1999; Dilworth & Willis, 2003; Garrison & Cleveland-Innes, 2005; Conrad, 2005). Os media permite às comunidades uma evolução, uma aprendizagem individualizada, facilitando assim a distância transaccional (Moore, 1991). A ideia da distância transaccional é aceite de forma diferente pelos estudantes online, ou seja, não se subestimam pelo isolamento, careciando apenas da orientação do docente, estilos diferentes de aprendizagem e várias ferramentas de interação (Ally & Fahy, 2005). Neste tipo de aprendizagem, a interação é ajustada às necessidades e preferências, não sendo igualmente útil para todos (Walther, 1996; Willits & Chen, 1998), assim como o grau de controlo e autonomia de cada formando/discente face aos projetos de aprendizagem (Vrasidas & Mclsaac, 1999).

O sucesso de cada participante perante a comunicação online depende do uso eficaz dos recursos técnicos disponíveis. É importante que da parte do formando haja interesse e preferência pela aprendizagem colaborativa, cooperativa, ativa e autónoma (Oliver & McLoughlin, 1998), assim como um professor-moderador qualificado que faça valer a liderança e orientação no seu ensino (Garrison & Cleveland-Innes, 2005). Segundo Knowles (1980) a combinação de fatores, permite aos alunos online exercer simultaneamente experiências de aprendizagem adultas de colaboração.

Os formandos online não auferem entre si o mesmo grau de autonomia ou auto-suficiência nas suas experiências de aprendizagem, por não serem capazes ou apenas porque não pretendem (Grow, 1991). Segundo Biesenbach Lucas (2004), aqueles que pretendem ser bem sucedidos necessitam, através da assistência via media, de um ambiente onde possam adquirir e exercitar as suas capacidades deforma a atingir os objetivos pessoais e propostos.

Efetivamente, os media na formação à distância, apresentam um papel relevante, ou seja, através da interação e colaboração, conjuntamente com o factor facilitador – liderança, permite que os formandos obtenham uma compreensão significativa (Garrison, Anderson & Archer, 2001).
                                                                                                                                 Lígia Cardoso